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domingo, 6 de maio de 2012

Triatlo Longo de Lisboa 2012 - Balanço

Em representação do Ateneu Artístico Cartaxense , pela 3ª vez consecutiva, conclui o Triatlo Internacional de Lisboa, na distância 1/2 ironman. 

Estaria a mentir se dissesse que não gostei da prova na sua globalidade. Gostei, e gostei muito. No essencial, não faltou nada. Temos tão poucas provas nesta distância em Portugal , e ainda para mais, o Triatlo Longo de Lisboa é uma prova internacional, com muitos participantes, num local fantástico, sem trânsito no segmento de ciclismo e, nesta edição, até o estado do tempo foi ótimo. Por tudo isto, desejo que a prova se mantenha, mesmo que eu não volte a participar. Parece um contra senso, mas eu explico.

Sabemos que tudo tem custos, especialmente um evento localizado nesta zona geográfica e que a  organização do evento pretende ter lucro, mas já participei em centenas de provas, nas quais por um valor bem menor de inscrição, a organização e os patrocinadores do evento, presenteiam os atletas de forma igual ou substancialmente melhor. Por outro lado, se a prova contasse para um ranking ou campeonato individual e/ou de clubes da FTP e com preços de inscrição ajustados para os triatletas filiados, tenho a certeza que o número de triatletas portugueses na classificação final seria maior. Em Montegordo e S.Jacinto as inscrições custam 25€ para realizar as mesmas distâncias, mas como fazem parte do C.N. de Clubes e Individual, o número de triatletas filiados na FTP presentes na prova é superior ao de Lisboa.  Fica a provocação bem intencionada, para que na edição de 2013, o Triatlo Internacional de Lisboa tenha, pelo menos, 200 participantes na linha de chegada, e se possível, que eu possa estar incluído.

Uma especial palavra de reconhecimento para todos os participantes que concluíram a prova. E fica mais uma vez provado que não é necessário ser-se super atleta, nem estar super bem preparado para concluir um desafio com estas características: querer, é poder!

Para o público que incentivou os atletas a cada passagem fica o meu aplauso. Por poucos que sejam os aplausos e as palavras de incentivo, dão-nos ânimo e obrigam-nos a reagir, seja de que forma for.

Quanto ao meu desempenho, ao contrário das edições de 2010 e 2011, o volume de treino até esta prova foi menor. Mas aproveitando a base de treino das épocas anteriores, e também por falta de paciência para fazer treinos longos em qualquer um dos segmentos, nesta época, apostei num aumento da qualidade do treino, ou seja, menos tempo de treino em cada sessão e mais períodos de trabalho em zonas de treino com maior intensidade de esforço, especialmente no segmento de ciclismo. A verdade é que esse trabalho a solo, sem atingir intensidades de outros tempos, tem-se mostrado muito proveitoso em todas as provas que tenho feito ao longo desta época, independentemente da distância a percorrer. E não esquecer que este ano já vou atingir a marca 38 na escala cronológica. Por isso, fico feliz por ainda ter paciência para treinar, fazer provas e obter uns tempos finais com médias de deslocamento muito interessantes. 

Por outro lado, os muitos anos que levo nesta vida a apanhar empenos sucessivos são bons conselheiros para fazer uma gestão criteriosa das reservas energéticas do início até final da prova. Aliás, antes da partida confidenciei ao Miguel Torres que, para mim, se a prova for bem gerida, só começa a doer a sério a partir dos 10 quilómetros da corrida a pé. Porque se for mal gerida, o sofrimento será precoce e bem maior.

Com uma natação ao meu habitual péssimo nível (perdi quase 10 minutos para o primeiro atleta), saí da água com disposição para fazer o que é habitual: recuperar posições! Pela primeira vez, mais do que à distância que os regulamentos permitem, marquei o meu andamento pelo de um triatleta escocês, visto que a intensidade do esforço era compatível com o ritmo do referido atleta, e desta forma, melhorei 3 minutos em relação à edição de 2011. Cumprindo escrupulosamente o plano nutricional para a prova (1 barra Gold Nutrition Endurance, 3 géis Gold Nutrition Extreme, 1 bidão com Gold Drink Premium, 1 bidão com água), comendo e bebendo a cada 15-20 minutos, entrei no segmento de corrida com energia, sem excessivo desgaste físico e muito confiante para concluir a prova como eu gosto, ou seja, em ritmo progressivo, com uma última volta a registar o melhor parcial do total de quatro. 

Nunca me tinha acontecido, pelo menos de forma tão marcante, controlar o meu ritmo de corrida e o posicionamento em prova em função...da primeira triatleta feminina. Mas foi verdade, em todos os retornos, verificava a distância que nos separava e aproveitava esse facto para mete um pouco mais de pressão em mim próprio. Não que tivesse problema em ser ultrapassado por uma triatleta com muito bom nível, como o caso da inglesa Alisson Rowatt, mas foi uma forma diferente de não amolecer durante a corrida e com isso até ultrapassei mais alguns concorrentes masculinos. E 24'22" após o vencedor, José Estrangeiro, cheguei ao final da prova, naturalmente cansado, mas muito feliz por retirar 6 minutos ao tempo do ano anterior.

Resumo da prova:

a) Natação (1900 m): 0:33:52, média de 1'45"/100m, 119º parcial;
b) Ciclismo (90 kms), 2:23:45,
média de 36.1 km/h,18º parcial;
c) Corrida (21.4 kms): 1:24:49, média de 4'05"/km, 13º parcial;
d) Tempo final: 4:25:43 ;
e) 18º Lugar absoluto (378 triatletas na linha de partida e 361 triatletas na linha de meta);
f)
5º  Lugar no escalão 35-39 anos (83 triatletas);
g) 8º Português na classificação absoluta.

Mais informações em:

Próxima competição:

Triatlo de Montemo-o-Velho

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Triatlo Longo de Lisboa 2012

Triatlo Longo de Lisboa, Parque das Nações, sábado, 5 de maio de 2012, partida às 8:00, no lago artificial do Oceanário de Lisboa.

Seremos mais de 400 triatletas, para nadar 1900 metros, pedalar 90 quilómetros e correr a pé 21 quilómetros, ou seja 1/2 ironman.

Boa sorte a todos e divirtam-se imenso!

Mais informações em:

http://www.lisboatriathlon.com/

terça-feira, 10 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Triatlo Longo Lisboa | 30/04/2011 | Balanço

Parabéns a todos os intervenientes no Lisboa International Triathlon 2011!

Sob condições climatéricas adversas, membros da organização, público e triatletas, contribuíram para um grande evento desportivo, que só não foi mais bem sucedido porque a chuva não o permitiu.

A organização preparou uma prova com muita qualidade, onde se destaca o circuito de ciclismo encerrado ao trânsito e os 3 segmentos a serem percorridos pelos atletas em locais muito próximos, facilitando a logística e proporcionando melhor visualização da prova. Contudo, por cerca de 170€ de inscrição, seria justo e espectável, que os atletas recebessem mais brindes da organização e patrocinadores, wc's em maior número e um lanche final para atletas e organização.

Novidade foi, pela primeira vez, a esmagadora vitória absoluta de um triatleta português, nada mais nada menos, que o melhor triatleta de longa distância do momento: Pedro Gomes.

No que diz respeito à minha participação na prova, começo por agradecer a todas as pessoas que me cumprimentaram, incentivaram e apoiaram ao longos das várias horas e momentos da prova.

Quanto ao desempenho desportivo, tendo em conta o investimento em horas de treino efectuado esta época, até ao momento, as minhas expectativas em obter um bom resultado final, mas sobretudo bons resultados parciais, eram elevadas. Fiz o possível abrandamento do treino, tendo como objectivo uma boa recuperação física e a consequente subida de forma para me apresentar forte e motivado no dia da prova. Por razões que não interessa explicar e tornar públicas - porque vai parecer que estou a desculpar-me -, nem tudo correu tão bem como planeado.

No segmento de natação, se dependesse exclusivamente do fato CAMARO Pro Pulsor , teria feito um notável tempo parcial, tendo em conta a excelente qualidade geral do fato de neoprene da marca austríaca. Mas infelizmente, o fato não se desloca sozinho, e a única coisa que tenho que fazer nas próximas provas é: perder o medo de sofrer a nadar intensamente. Baseando-me na qualidade dos treinos realizados em piscina - bastante superior em relação ao ano anterior -, estou a valer bem melhor do que os resultados alcançados até ao momento.

No segmento de ciclismo, obrigatoriamente, tive que pedalar atrás do irritante, desesperante e habitual prejuízo, para recuperar umas largas dezenas de posições, e nem a chuva, nem uma paragem inevitável para uma longa micção de 1'30", me impediu de fazer os quase 90 quilómetros em cima da bicicleta à velocidade média de 36,6 km/h.



Após uma segunda transição bem mais rápida que a primeira, parti para o terceiro e último segmento da prova, decidido a correr "à caça" de mais uns quantos adversários. E assim foi até à 3ª volta, durante a qual os sinais de alerta internos, me começaram a avisar que algo não estava a ir bem, obrigando-me a reduzir drasticamente o ritmo durante a última volta, e a perder alguns lugares que já tinha conquistado, terminado com algumas dificuldades e com a clara sensação de falha energética.

Definitivamente, e mesmo tendo em conta as condições climatéricas adversas, esta prova não me proporcionou boas sensações, nem bons resultados, contrariando a minha condição física do momento e as expectativas criadas para a participação nesta competição. Mas não sou gajo que se limite a dizer apenas: "Está feito!". Sobretudo quando me esforço nos treinos para fazer bem melhor do que aquilo que...ficou feito. Portanto, tenho contas a ajustar comigo próprio, no próximo Triatlo Longo, em Aveiro e terá que ser muito diferente, para melhor, ou então...


Resultados finais:
1. Natação (1900metros): 34'02", 1'47"/100m;
2. Ciclismo (90 quilómetros): 2h26'49", 36,6 km/h;
3. Atletismo (20,3 quilómetros): 1h26'18", 4'15"/km;
4. Tempo final: 4h31'36";
5. Classificação final absoluta: 37º lugar (558 triatletas à partida e 530 triatletas na linha de meta);
6. Classificação final no escalão 35-39 anos: 9º lugar (130 triatletas);
7. Classificação final absoluta, entre portugueses: 16º lugar (135 triatletas);
8. Classificação final absoluta, entre portugueses, escalão 35-39 anos: 5º lugar (38 triatletas).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Triatlo Longo de Lisboa | Sábado, 30 de Abril, 8:00 | Parque das Nações

Após 4 dias em modo Mickey taper, regressei suavemente aos treinos, tendo como objectivo a participação no Triatlo Longo de Lisboa, no próximo sábado, 30 de Abril, pelas 8;00, no Parque das Nações, junto ao Oceanário de Lisboa.

Na edição de 2010, no meu ano de regresso às provas de longa distância, os resultados finais foram os seguintes:
1. Natação (1900metros, 2 voltas): 33'54";
2. Ciclismo (90 quilómetros, 4 voltas): 2h26'25";
3. Atletismo (20 quilómetros, 4 voltas): 1h22'54";
4. Tempo final: 4h27'01";
5. Classificação final absoluta: 48º lugar (372 triatletas à partida e 359 triatletas na linha de meta);
6. Classificação final no escalão 35-39 anos: 9º lugar (95 triatletas);
7. Classificação final absoluta, entre portugueses: 18º lugar (135 triatletas);
8. Classificação final absoluta, entre portugueses, escalão 35-39 anos: 5º lugar (38 triatletas).

Em 2011, com mais e melhor preparação, se tudo correr dentro dos parâmetros normais, também será normal e desejável, melhores resultados parciais e globais.