domingo, 3 de julho de 2011

Triatlo de Aveiro | 2 de Julho de 2011 | Balanço

No passado domingo, participei no Triatlo de Aveiro, prova na distância olímpica e a contar para o Campeonato Nacional de Triatlo.Visava sobretudo, fazer um bom treino de ritmo de competição, como teste para o Ironman de Zurique, após várias semanas a treinar progressivamente muitas horas e quilómetros. Por outro lado, também pretendia alcançar uma classificação que me permitisse garantir o acesso à Final do Campeonato Nacional de Triatlo.

Quanto à prova, esta desenrola-se num local bonito e todos os percursos favorecem a visualização da prova. Portanto, para a organização e público, a prova é, sem dúvida, mais fácil de acompanhar. Para os participantes, a perspectiva é diferente.

A natação foi realizada sem fato isotérmico e num belo, mas sujo e fedorento canal da Ria de Aveiro, no qual alguns distraídos aproveitaram para fazer o retorno mais cedo, beneficiando da dificuldade em ajuizar este segmento, e da confusão instalada, para tanto triatleta nadar num espaço com tão pouca largura. Limitei-me a seguir os outros participantes, sem me preocupar muito com a colocação inicial, nem com o ritmo de prova. Não foi mau de todo, o desempenho.

No segmento de ciclismo, a rotina habitual instalou-se e fui recuperando posições até chegar ao meu grupo o veterano Gary Blesson da A.A.C., para partilhar o esforço de rebocar o grupo, mas só até à 4ª de 6 voltas. Além daquele triatleta, tive mais algumas ajudas pontuais para que o meu grupo pudesse alcançar outros grupos na mesma volta. Mas também aqui, o ajuizamento da prova deveria ser mais rigoroso, e encontrar uma forma eficaz de sancionar todos os triatletas que estão com voltas de atraso, mas que seguem durante várias quilómetros no grupo de triatletas mais rápidos e com mais voltas efectuadas. Desta forma, estes triatletas entram em incumprimento com o regulamento da prova e alteram a verdade desportiva, beneficiando claramente do esforço dos triatletas mais rápidos e com voltas de avanço, tornando-se inglório para quem quer cumprir o regulamento e se mantém num grupo apenas com triatletas que rodam na mesma volta. Situação a rever urgentemente!

Na acorrida final, o percurso é praticamente plano e muito bonito e fácil de realizar, dividido em 4 voltas, nas quais, há que ter muito cuidado para não incomodar e atropelar as pessoas que estão a passear ou às compras, e que não se apercebem que estão quase 200 triatletas em prova a correr 10 quilómetros.

Concluindo, apesar destas vicissitudes, no geral, cumpri com tudo o que tinha estabelecido para a prova, diverti-me, não me magoei e ainda tive a oportunidade de conviver com muitos amigos.
Resumo:
1. Natação (1500 metros): 29m24s;
2. Ciclismo (39 quilómetros): 1h04m02s;
3. Atletismo (10,2 quilómetros): 39m28s;
4. Tempo final: 2h14m44s;
5. Classificação final absoluta: 42º lugar absoluto (191 triatletas à partida e 181 triatletas na linha de meta);
6. Classificação final no escalão sénior: 16º lugar (83 triatletas).

6 comentários:

Pedro Brandão disse...

Estás em grande amigo. Foi pena não poder ir. Estou a braços com um resfriado junto a uma crise de sinusite e não esotu em condições mesmo de ir. Tudo de bom grande Pedro.

Triatleta disse...

Obrigado e as melhoras rápidas!

Hugo Gomes disse...

Foi um prazer conversar um pouco mais contigo.

Bom taper, boa viagem e boa prova!

Um abraço!

Triatleta disse...

Obrigado Hugo!

Apesar de em ambiente de prova, as conversas serem breves, é sempre um prazer encontrar e falar com pessoas amigas como tu.

Um abraço.

sica disse...

Grande atleta e grande referência, tens tudo para que as coisas corram bem no próximo fim de semana.
Espero que a sorte te proteja como audaz que és.
Um abraço e aperta contigo.

ps- corrige lá esse tempo na natação, arrastão mas que ainda se vai tornar veleiro 292m , é um pouquito demais :-)

Triatleta disse...

Obrigado Paulo!

Corrigido ;-)

Um abraço.