segunda-feira, 19 de julho de 2010

Challenge Roth 2010 | Reportagem pessoal

1. Introdução

A reportagem que se segue, não pretende ser um acto de auto elogio; o meu ego não vai ficar maior, nem vou retirar dividendos materiais. Pretendo tão só proporcionar a minha visão sobre diversos aspectos relacionados com um evento extraordinário e, desta forma, motivar mais pessoas, para se desafiarem a si próprias, para ultrapassarem barreiras, para traçarem objectivos ambiciosos, no fundo, para não se deixarem acomodar e puxarem por todas as suas capacidades, tendo em vista o nível de exigência seguinte.

2. A preparação

Disse para mim mesmo, e escrevi por diversas vezes o seguinte: treinei muito pouco, tendo em vista o objectivo inicial das 9:30. Desta forma, o sofrimento estava marcado, após a marca dos 20 quilómetros da corrida a pé. Após 5 anos de paragem da prática regular de Triatlo e Duatlo, não consegui obrigar-me a cumprir as rotinas de treino planificadas. Sabendo não ser possível melhor a minha marca pessoal de 9:51, reformulei os objectivos, segmento a segmento, bem como o tempo final. Foi melhor assim.

3. A logística

Neste ponto, apenas posso e devo escrever o seguinte: obrigado Hélder Milheiras!

O homem, contactou, formalizou e pagou adiantado as inscrições, passagens aéreas e aluguer de viaturas, e tratou do alojamento, da esmagadora maioria do grupo de portugueses que se deslocou a Roth, foi intérprete/tradutor, é treinador de alguns dos triatletas presentes e ainda deu bons conselhos a quem o quis ouvir. Tendo em conta o número elevado de pessoas - e outras tantas personalidades -, da delegação, e o facto de estarmos num outro país, em ambiente de stresse competitivo, é perfeitamente natural que um outro aspecto não seja perfeito, e por isso mesmo, deverá sempre existir tolerância, respeito e comunicação entre todos, sem se exigir nada a ninguém, porque nenhum de nós, em particular, o Hélder, foi pago para ser manager da delegação. Por tudo isto, no geral, a avaliação é: excelente.

4. A família

Convidei a minha mulher e o meu filho para me acompanharem nesta aventura, e expliquei-lhes tudo o que isso representava. Aceitaram, com entusiasmo, o convite. Apesar das rotinas pouco habituais, dos horários menos próprios e do stresse e fadiga acumulados, gostaram muito da experiência. E eu também. Foram mais horas que passámos juntos, a reforçar os laços familiares e a vivenciar novas aprendizagens, num contexto completamente diferente do habitual. Em termos emocionais, confesso, nas muitas horas que estive em prova, com todo o esforço despendido e a necessidade imperiosa de manter a concentração em todos os aspectos relacionados com a prova, em particular, na longa, lenta e dolorosa corrida final a pé, necessitei de um esforço adicional para conter a emoção, de cada vez que pensava na minha esposa e no meu filho, e no momento em que iria cruzar a linha de meta, findo o qual, poderia abraça-los e beijá-los. Ironia do destino, a 1.5 km da meta, lá estavam os dois no centro de Roth a gritar o meu nome; não resisti, voltei para trás, e antecipei ali mesmo o que tinha idealizado para o momento seguinte à passagem da linha de meta. Posteriormente, repeti a dose - já com a medalha ao peito e a t-shirt de finisher vestida -, na zona próxima da tenda de recuperação, após bem comer e bem beber.

5. A comitiva portuguesa ou tuga crew



A maturidade e o espírito dos triatletas de longa distância, é muito diferente da esmagadora maioria dos outros triatletas, ou seja, regra geral, somos pessoas com mais experiência de vida - pessoal, profissional e desportiva -, e habituados a traçar objectivos a médio e longo prazo, a realizar tarefas longas e exigentes com sucesso, e em termos de relacionamento com quem nos rodeia, em contexto desportivos, nota-se maior entreajuda, colaboração, tolerância e amizade, nos mais diversos momentos. Penso que estes argumentos, explicam o motivo pelo qual foi possível juntar um grupo de 15-20 pessoas, durante 5 dias, em ambiente, por vezes, stressante, sem se verificarem acidentes e incidentes. Parabéns a todos e que possamos partilhar mais experiências destas no futuro.

Nenhum dos triatletas portugueses em prova é profissional, cada um de nós pagou tudo da sua conta bancária, e por estes motivos, é de aplaudir todo o investimento e esforço despendidos ao longo de muitos meses, culminando com a participação na prova. Pela ambição, coragem, determinação e persistência, cada um destes atletas, merecia muito mais admiração e respeito do que, por exemplo, aqueles pontapeadores de bola que estiveram no país da ensurdecedoras vuvuzelas.
Quanto aos resultados, de lamentar as desistências do Pedro Basílio e Carlos Suzana, por motivo de lesão. Ninguém mais dos que os próprios, depois de tanto investimento e esforço, se sentirão frustrados por não cruzarem a linha de meta, tal como a maioria dos colegas. Entre essa maioria, destaco as 3 senhoras; é verdade, as estreantes Cristina Perestrelo, a Ana Pereira e a repetente Cecília Franco, sem sombra de dúvidas, são mulheres de ferro. Muito bem meninas!
No sector masculino, os estreantes Sérgio Costa, Carlos Fernandes, Hugo Ferreira e os repetentes, Hélder Milheiras e Roberto Lúcio fizeram resultados muito bons, enquanto que os estudantes de Coimbra, Paulo e Ricardo Vieira - que não são familiares -, cumpriram bem a sua missão. O José Gama, também consegui alcançar o seu objectivo e concluiu o seu desafio. Apesar de não ter melhorado o seu tempo final, o Rui Rodrigues, merece destaque pelo seu 65º lugar absoluto e 8º do seu escalão; isto não está ao alcance de quem quer, sobretudo, quando a prova não corre de feição. Mas o grande destaque do longo dia, foi para o melhor mecânico do mundo e segundo de Linda-a-Velha, o tal indivíduo que teria enriquecido muita gente, se as casas de apostas permitissem apostar sobre se o homem terminava, ou não, a loucura em que se meteu, após treinar um mês para a dita; José Júlio terminou em menos de 12 horas, a correr e já a pensar em fazer a recuperação na LUSOBIKE, sentado no sofá, com t-shirt de finisher vestida, medalha ao peito e bandeja na mão, para receber o dinheiro das apostas daqueles que não acreditavam que ele ia chegar vivo à linha de meta e sem necessidade de recorrer ao soro da Cruz Vermelha. Parabéns Patinho Feio!

6. A organização

A prova foi organizada e realizada na Alemanhae por alemães, portanto, está tudo dito: impecável! Esta prova é altamente recomendável.




7. O público

Os nossos governantes nunca investiu verdadeiramente na educação e cultura, antes pelo contrário, e assim, não podemos sequer fazer comparações com os alemães. Não podemos, porque não vale a pena. Pratico desporto de competição desde 1986, e desde então, realizei milhares de treinos e provas, em diferentes locais de Portugal e no estrangeiro, mas foi preciso esperar pelo dia 18 de Julho de 2010, para conter as lágrimas de emoção ao passar por milhares de espectadores, os quais acompanharam a prova desde as 6:00 da manhã até à festa de encerramento nocturna, desse mesmo dia. Se dizem que os alemães são frios e pouco sorridentes no relacionamento pessoal, quem esteve em prova pode contradizer essa teoria, e em termos de educação, cultura e prática desportiva, quem me dera que na "cidade do desporto", esses índices atingissem 5% dos alemães.

8. A minha prestação desportiva

Ao contrário do que é habitual, inverto a ordem da informação e disponiblizo primeiro os resultados.
Resultados finais:

8.1. Natação (3800 metros): 1:09:10, à média de 1:49/100 metros. Partida às 6:40 da manhã, ou seja, 5:40 em Portugal;

8.2. Ciclismo (180 quilómetros): 5:11:26, à média de 34 km/h, sem drafting, ou seja, em contra-relógio;

8.3. Atletismo (42,2 quilómetros): 3:51, à média de 5:29/km;

8.4. Tempo final: 10:17:57 (contando com as duas transições). Chegada às 4:58 da tarde;

8.5. Classificação final absoluta: 484º lugar absoluto (3237 triatletas inscritos e 2370 triatletas na linha de meta);

8.6. Classificação final no grupo 35-39 anos: 128º classificado.
Resultados completos em: Challenge Roth 2010 - Results.

Analisando a prova, segmento a segmento, na natação, em termos de ritmo, foi o esperado, mas a navegação foi pobre. É estranho e belo, partir às 6:40 da manhã, no meio de 300 atletas, com milhares de pessoas a assistir e incentivar nas margens, mas sem ver as bóias de retorno no longo percurso de ida e volta, num canal. Ainda eu não tinha chegado ao primeiro retorno, já estava a ser ultrapassado pelos triatletas que partiram 10 minutos depois; o arrastão deixou a sua marca na Alemanha.

A primeira transição foi demasiado demorada, e não foi por ter dificuldade em encontrar a CEEPO Venom no meio de 3700 bicicletas, mas sim, por realizar uma muda de roupa completa.
No ciclismo, o essencial foi cumprido, ou seja, pedalar sem forçar o ritmo, comer e beber com muita regularidade, dentro dos intervalos de tempo correctos. A temperatura estava óptima e o vento foi soprando ligeiro, o percurso é bonito, muito acessível a nível técnico, e apesar de apresentar 3 subidas um pouco mais exigentes, era possível rolar bem e conseguir bons tempos finais. Possivelmente, estas características do percurso, possibilitaram-me realizar um tempo final mais rápido que o desejável. Impossível esquecer a pequena subida em Solarer Berg.

Na corrida a pé, o percurso era bonito, bastante protegido do Sol, mas com dois retornos. Ora, numa maratona, dois retornos significou que já os primeiros iam na segunda parte do percurso, ainda estava eu a começar a primeira parte, e ao cruzar-me sucessivamente com outros triatletas no seu trajecto de regresso, as "dores psicológicas" aumentavam. Certo é que, comecei a correr a 5:00/km e entre os 20-25 quilómetros de prova, o motor não caiu ao chão, mas também já não dava para aumentar muito as rotações. Apesar de muito enjoado de tanto ingerir gel, água, melancia e coca-cola, foi precisamente por descurar um desses abastecimentos que tive uma pequena quebra, a qual me levou a andar, parar, alongar e voltar a correr. Com abastecimentos de 2 em 2 quilómetros, triatletas a cruzarem-se nos dois sentidos e público entusiasta, praticamente em cada metro do percurso, só algo muito grave me poderia impedir de correr (muito devagar) em direcção à linha de meta, instalada num recinto que recreava o ambiente de um pequeno estádio, com bandeiras, câmaras de filmar e fotografar, speaker a gritar o nosso nome, pessoal da organização a recebermos com um sorriso, a dar-nos os parabéns e a colocar a medalha de finisher ao peito e, pois claro, milhares de pessoas, que não nos conhecem de lado algum, nas bancadas, a aplaudir-nos. No preciso momento, em que cada um de nós passou por baixo do pórtico de meta, não será egoísmo afirmar que nos sentimos únicos e os melhores do mundo.
Avaliando o meu desempenho global, este correspondeu totalmente às minhas expectativas, criadas a partir do momento em que a preparação, ao longo de muitos meses, não foi cumprida, tal como a deliniei inicialmente. Por um lado, ainda bem, porque assim tenho uma margem de progressão enorme, se estiver motivado e conseguir ter condições para treinar de forma adequada a uma prova desportiva com as características de um ironman.

9. Agradecimentos

Apesar do investimento principal ser da minha responsabilidade, as pessoas, instituições e empresas que se seguem, de alguma forma, ajudaram-me a concluir com sucesso esta aventura.

O meu sincero obrigado para:

- COMPEED/CLUBE DE TRIATLO DO OESTE, o clube pelo qual estou filiado na FTP: http://www.tri-oeste.pt/;

- Dr. Rui Miguel, responsável desde 1992, pelo meu ingresso no Triatlo, e que muito me ajudou desde 2001, quando sofri a tromboflebite;

- Hélder Milheiras (ver ponto sobre logística);

- HUGO SANTOS, o melhor mecânico amador que conheci até ao momento.

- LUSOBIKE, a melhor e mais completa loja para triatlo, em Portugal: http://www.lusobike.com/;

- POISON-BIKES, loja on-line, de bicicletas e acessórios para ciclismo e triatlo: http://www.poison-bikes.net/;

- SCIENCE IN SPORT, a melhor e mais eficaz nutrição desportiva no mercado: http://www.scienceinsport.com/;

- TOMAZZINI, loja de bicicletas, em Marinha Grande: http://www.tomazzini.com/ ;

- Abel Condesso e Miguel, da Associação Académica de Coimbra, por se terem disponiblizado para colaborar e ajudar enquanto estava em prova;

- Aos meus Pais; sem eles nada disto seria possível.

10. Informações (clique sobre os títulos)

- Website oficial do Challenge Roth 2010

- Página do evento no Facebook;

- Notícia no sítio da Federação de Triatlo e Portugal;

- O meus vídeos do evento no Youtube.








-
Galeria fotográfica pessoal no Picasa



Qual será o meu próximo desafio?

45 comentários:

Pedro Cai-Água Madeira disse...

Parabéns Pedro!!! O primeiro de muitos!!! um abraço!

Triatleta disse...

Obrigado! No meu caso, o segundo de mais alguns, espero. E tu, quando vai ser?

david caldeirao disse...

Parabens Pedro..., tarefa(muito complicada) superada com destinção!!! não queremos...não queremos..., mas o empeno aparece e a falta de km's faz mossa :-P
agora "só falta" treinar mais natação, treinar mais bike e treinar mais corrida... é fácil ;-)
bom descanso!!! abraço,

Sugarstorm disse...

Parabéns!!!
Para ti e para mim (por fazer anos dia 18).

Jorge Garradas disse...

Parabéns, amigo Pedro!
Vejo que continuas em muito boa forma. Eu continuo a dar as as minhas voltas naquela "pasteleira" (já não tem a luz à frente :)).
Um abraço e tudo de bom.

Triatleta disse...

Obrigado David. A tarefa foi mais prolongada, apenas e só, porque não treinei o suficiente para que fosse mais curta. Veremos como irei encarar o treino e os próximos desafios. Que tudo te corra pelo melhor em relação ao Challenge Copenhaga. Um abraço.

Triatleta disse...

Obrigado e parabéns Nuno. E para minha Mãe, que também fez anos ontem.

Triatleta disse...

Obrigado Jorge. O importante é fazeres algo pela tua saúde e bem estar. Boas pedaladas e saúde para os 3.

Ricardo C. disse...

Boas,
Parabéns pela tua prestação! Esse é um dos meus objectivos de vida, daqueles para quando terminar de estudar! Assim como o Serpa 160 e muitos outros! :D

Continua, e bons treinos! Abraço
Ricardo Correia

Triatleta disse...

Obrigado Ricardo.
Boa sorte para a tua nova fase de vida.

Ricardo C. disse...

Uma pergunta, a equipa do Clube do Mato é para continuar na próxima época?

Triatleta disse...

SE, mais pessoas pretenderem entrar para o grupo - como praticantes de lazer ou competição -, e SE estiverem dispostos a colaborar na realização das tarefas da equipa, sim a secção irá continuar a existir como até agora.

Chuva Vasco disse...

Olá Pedro,

dou-te os meus parabéns por concluires tão difícil prova e pelo bom resultado que obtiveste. Para ti pode parecer pouco, mas para muitos é uma marca inalcançável.
Agora, com a garra necessária há que continuar a trabalhar desportivamente para realizares tarefas semelhantes a esta, pois como alguém disse atrás, é muito fácil (lol).
Abraço

Chuva Vasco

Triatleta disse...

Obrigado Vasco.
Para mim, foi um prémio 100% justo: fiquei realizado!
Há muita coisa, que muitos outros fazem, e que para mim são inalcansáveis. Se todos nós, partirmos dessa verdade, todos nós seremos mais respeitadores e respeitados.
Já estou a pensar em ponderar a minha próxima etapa ascensional.
Um abraço.

sica disse...

Como podes ver tinhas meio Portugal a olhar para ti, era assim como o regresso do Amstrong ao Tour, digamos que o Sr.Tripp, já tem um estatuto muito merecido na modalidade e com o treino necessário ainda promete fazer mais e melhor.
Os meus Parabéns pela prestação não é para todos.
Um abraço e vou treinar para tentar minimizar o empeno daqui por um mês e ver se chego ao fim um pouco menos pálido que o patinho.

Triatleta disse...

Obrigado Paulo. Apesar de ter o blogue, não pretendo obter nenhum estatuto especial ;-)
Com a minha experiência, apenas pretendo ajudar, quem quiser aprender e evoluir.
O Patinho, fez 1 mês de treino para a prova e um total de 5 treinos de natação; o gajo foi o valentão!
Boa continuação para Copenhaga.
Um abraço.

Samuel M P disse...

Parabéns Grande Irmão! Torci-me por ti. Mas o importante é que estás a escrever pois assim suponho que as dores nos braços sejam menores que o resto do cabedal.

Beijos irmãos

Triatleta disse...

Obrigado Mano.
Pois, eu também me torci um bocado...até à meta. Mas a correr e de cabeça bem erguida.
Nem sinto muitas dores; acho que o treino de Domingo me deixou muito bem preparado para as próximas provas.
Beijos para vocês os dois.

Miguel Andrade disse...

Bem gostei imenso de ler o resumo da prova! Senti quase como se estivesse lá estado. Muito bom!

E claro Parabéns!

Triatleta disse...

Obrigado Miguel. Também depende muito de ti, no futuro, estares em Roth ;-)

Chuva Vasco disse...

Viva,

adorei ler o teu relato, muito claro e bem elucidativo (texto, vídeos e imagens) daquilo que é o Challenge de Roth. Como já referi algures, depois dos relatos, fotos e vídeos, uma única coisa me apetece - participar nessa tão mítica prova.
Agora e como não há duas sem três há que começar a pensar no que virá a seguir (certamente já o terás feito).
Uma vez mais parabéns.

Um abraço

Chuva Vasco

Ricardo C. disse...

Bem, foi o melhor relato té hoje!
Continua!

Triatleta disse...

Obrigado Vasco. Enquanto estavamos a ver a entrega de prémios, nas nossas costas, formou-se uma fila cada vez mais extensa. Fui ver se seria para a pedir a fotografia a cortar a linha de meta, mas afinal enganei-me; o pessoal já estava a inscreve-se para a edição de 2011. Não te atrases ;-)
Sim já pensei no que virá a seguir, mas como ainda não tenho a certeza se vou participar, não vou divulgar.
Um abraço.

Obrigado Ricardo. Lá está; com prática, evoluimos.
Um abraço.

joao rita disse...

Há determinadas emoções que só podem ser explicadas quando se cruza aquela meta... E ainda mais, opinião pessoal quando se tem mulher e filhos, e sem nos "apercebemos" tambem participam neste GRANDE DESAFIO, desde o 1º treino até ao dia D e se as coisas correm mal, lá está a nossa cara metade....

PARABENS
http://www.estremoztriatlo.blogspot.com/

Triatleta disse...

Obrigado João.
Nós sabemos que nos percebemos muito bem em relação ao envolvimento da família nestas aventuras, e seria puro egoísmo deixá-los de fora.
Um abraço.

JB disse...

Grande Pedro! Muitos parabéns! A tua garra e empenho deram, uma vez mais, frutos. Sei que vais continuar a empenhar-te ainda mais e que vais querer mais e melhores resultados... Tu és assim! És um bom exemplo que a nossa terra, infelizmente, não sabe aproveitar. Muito bom o teu relato. Grande abraço.

Advocatus disse...

Espéctcaulo!

Para mais tarde recordar!

Abraço

Triatleta disse...

Obrigado JB.
Pois, nasci assim, e assim quero continuar.
Sim, lamento que na "cidade do desporto"(?), não existam mais pessoas a desafiarem-se a si próprias, seja em que nível ou actividade for.
Saúde para os 3.
Um abraço.

Triatleta disse...

Obrigado "Advocatus"(?). Para mais tarde recordar e para mais cedo repetir ;-)
Um abraço.

david caldeirao disse...

é outro mundo...... ;-)

estás um autêntico triatleta AGEGROUP!!!

Triatleta disse...

É de outro mundo ;-)
Pois estou...mais descontraído.
Abraço.

Ricardo Francisco disse...

Pedro : Mais vale tarde que nunca. Parabéns por mais um desafio superado e força e motivação para os que se seguem. Só de ler o teu relato já me deu alento para ir agora correr 1 horita. Só quem gosta disto é que entende.
Forte abraço...

Triatleta disse...

Obrigado Ricardo.
Fico satisfeito por ter sido útil.
Nos dias 3, 4 e 5 de Setembro, conto-te mais uns detalhes engraçados.
Um abraço.

Olga disse...

Olá Pedro
Parabéns pela proeza! De um rapaz tão convicto não é de espantar tal feito! Para quando o jantar do conselho de turma ex-cef?
Um abraço

Triatleta disse...

Obrigado Amiga Olga.
Convicto, sim; convencido, não :-)
Isso é que era, juntar os professores "traumatizados" da turma CEF 2007-2009 dos "ilétriciclistas" :-D
Beijinhos para as duas.

Anabela Florenciano disse...

Parabéns Pedro! Este tipo de desafios não é para todos, só para pessoas com garra como tu.
Continua a ser assim.
Bjs

Triatleta disse...

Obrigado Anabela.
Aí é que tu te enganas; este desafio está ao alcance que de quem o quiser atingir. Éramos mais de 3000 à partida, entre os quais vários portugueses - 3 senhoras!!! -, e isso só prova que é possível ser feito pelo cidadão comum, e não apenas por super-homens ou super-mulheres.
É uma questão de horizontes.
Beijinhos.

Samuel M P disse...

Gostei da "aranha"! Mesmo lentamente chegaste! É isso que conta para a classificação e para a clarificação!

Abreijos :)

Triatleta disse...

É um aranha hiper-especial ;-)
Sim cheguei ao fim desta e já sei qual vai ser a próxima ;-)
Abreijokas.
TriPP

Rui Pena disse...

Parabéns Pedro...

Li agora o teu relato, sendo que acompanho o tu blog há algum tempo... e és uma pessoa cujo ponto de vista aprendi a valorizar.

Também sentirei um dia sensações semelhantes (espero). Estes relatos ao certo são uma ajuda, uma inspiração... Obrigado.

Rui Pena

Triatleta disse...

Obrigado Rui.
Se eu puder ajudar em algo mais do que fazer relatos, avisa ;-)
Um abraço.

Mark Velhote disse...

Viva Pedro,

Grande prova e um relato inspirador! Ideal para rookies como eu!

Não está efectivamente ao alcance de todos, porque exige muita dedicação, muitos passos seguros, sorte com as lesões, atenção nos cruzamentos,etc.etc., mas dou-te os meus parabéns por todo o teu percurso e por partilhares connosco tudo isto.

Quando é o próximo?

Um abraço

Triatleta disse...

Obrigado Mark!
O objectivo principal - terminar -, foi cumprido.
O objectivo "tempo final" ficou por cumprir.
Se quiseres, posso partilhar - gratuitamente -, algumas dicas e conselhos.
Bons treinos.
Um abraço.

Anónimo disse...

olá pedro boa tarde,

Da minha parte ñ tens nada que agradecer fi-lo com gosto e prazer, o agradecimento é retribuido pois basta estar na linha de partida para já se contribuir para se ser um ironman...(pois com familia e profissão não é nada facil, eu que o diga)
Venha o proximo sempre com uma grande ambição de fazer um pouco melhor.

grande abraço e bons treinos

abel condesso

Triatleta disse...

Obrigado MESMO, Abel.
O próximo já está agendado e pago.
Sim, claro, com ambição de fazer melhor, treinando melhor, como será exigível.
Um abraço para ti e para o pessoal da AAC.