Mostrar mensagens com a etiqueta competição. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta competição. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Época desportiva de 2012: balanço final

Introdução  em jeito de conclusão

A época desportiva de 2012, ao serviço do Ateneu Artístico Cartaxense, representou para mim numa experiência e saldo extremamente positivos, quer em termos de resultados individuais e coletivos, como também pelo facto de a minha saúde e motivação me permitirem treinar e competir regularmente, proporcionado-me imensas horas de prazer na prática da modalidade que mais gosto, em conjunto com muitos amigos, colegas de equipa e adversários.

Ao longo da época que agora termina, alinhei à partida para vinte e três competições. Infelizmente e contra a minha vontade, não foi possível chegar à linha de meta em todas as competições. 

Em termos de categorias, ficou assim dividido: 
1) Cinco duatlos PorTerra;
2) Dois duatlos sprint, em estrada; 
3) Um duatlo super sprint por estafestas, em estrada;
4) Um duatlo standard, em estrada;
5) Seis triatlos sprint, em estrada;
6) Um triatlo super sprint por estafestas, em estrada;
8)  Três triatlos olímpicos, em estrada;
7) Quatro triatlos longos, na distância de 1/2 ironman;

Pontos negros

Preferia não ter que escrever as linhas que se seguem. Mas não posso evitar deixar registados dois momentos que me afetaram a vários níveis no decorrer da época de 2012: o primeiro momento, foi a desistência no Triatlo de Montemor-o-Velho, devido à corrente partida, a uma semana do Triatlo Longo de S.Jacinto; o segundo momento, mais grave e que poderia ter sido mortal, foi a queda no Triatlo de Lisboa, devido a um dos inúmeros buracos no pavimento da Avenida de Brasília, num percurso que a anterior direção da Federação de Triatlo de Portugal aprovou e que a Câmara Municipal de Lisboa impôs mas não fez qualquer reparação para minimizar o perigo eminente, comprovado pelas dezenas de quedas e consequentes desistências de triatletas. No meu caso particular, felizmente, posso estar a escrever estas linhas e ouvir as minhas filhas recém nascidas a chorar, mas as dores no corpo e o prejuízo de mais de dois mil euros, devido ao quadro da bicicleta partido e inutilizado, até ao momento mão foram compensados pela Câmara Municipal de Lisboa. Eis o resultado final, do qual ainda tenho expetativas em relação ao pedido de indemnização formalizado:














Pontos altos

Em termos de resultados desportivos, a nível coletivo, foi uma época extraodinária para o Ateneu Artístico Cartaxense, graças à regularidade na participação em provas por parte de um grupo restrito de atletas - no qual orgulhosamente me incluo -, os quais foram alcançando pontos e amealhando classificações que catapultaram a equipa até ao 13º lugar do Campeonato Nacional de Clubes Masculinos, num total de 61 equipas pontuadas.

Em termos de resultados individuais, consegui que dois dos três picos de forma desportiva planeados, resultassem em performances desportivas (para mim) de muito bom nível. Refiro-me aos seguintes resultados:
- 12º lugar absoluto, 11º sénior, 10º Português e 1º lugar no escalão 35-39 anos, em 4 horas 18 minutos e 4 segundos, no Campeonato Nacional de Triatlo Longo (1900m a nadar, 90 kms a pedalar e 21,1 a correr a pé), em S.Jacinto, Aveiro, e;
- 3º lugar no escalão 35-39 anos, no Campeonato Nacional de Triatlo por Grupos de Idades, em Peniche.

Outro resultado muito interessante foi alcançado através do 18º lugar absoluto, 10º Português, no Triatlo Longo Internacional de Lisboa, em 361 atletas chegados à meta.

Agradecimentos finais

Ao longa da época de 2012, quero agradecer em particular:
 - ao Ateneu Artístico Cartaxanse, na pessoa do José João Gameiro, por tudo o que me proporcionou de condições para competir ao longo da época;
- aos meus ex-colegas de equipa e ainda amigos do AAC, pela muitas horas de boa disposição, companheirismo e paciência. Não é fácil aturar-me a mim próprio e imagino como será com os outros;
- ao Bruno dias, meu treinador de natação no Benedita Sport Clube, pela amizade, ajuda, colaboração e muita paciência ao longo de duas épocas;
- à Benebike pelo apoio técnico e facilidades concedidas;
- à Megamaior, pelo apoio a nível informático;
- à JUZO e Ortomaior, pelas fantásticas meias de compressão.

Em preparação está a época de 2013, ao longo da qual, por certo, irei estar ainda mais limitado para treinar e sobretudo, para competir regularmente. Ainda assim, sempre que alinhar à partida numa competição, o clube ao qual irei pertencer na próxima temporada, poderá contar com a minha motivação, esforço e empenho para que o OEIRAS SPORT CLUBE / INTERNATIONAL POLICE ASSOCIATION e todos os patrocinadores da equipa sejam devidamente promovidos e dignificados, através da postura correta e dos resultados individuais e coletivos que se desejam vir a alcançar.

domingo, 4 de novembro de 2012

Do ver ao fazer, vai a distância de um sofá

Terminaram em agosto e setembro, os maiores eventos desportivos à escala platenária: os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Londres.
Sempre que um atleta português não atingiu os seus obetivos e deu o seu melhor do momento, também eu fiquei triste. Mas não fico frustrado, dececionado ou ofendido, porque esse sei que esse atleta esforçou-se ao longo de um longo processo de treino para atingir um nível de performance que a esmagadora maioria do comum dos cidadãos não consegue atingir, mas deve admirar, apoiar e, sobretudo, RESPEITAR!

A conquista da medalha de prata por parte dos dois canoítas nacionais, por certo, ajudou imensos portugueses a reduzir a tensão arterial, a baixar o mau colesterol, a perder a banha, e a melhorar o estado de humor, mas também a abandonar o álcool, as drogas e os anti-depressivos que andavam a tomar abusivamente, a modos que, para aliviar a frustração de ainda "não termos" qualquer medalha nesta edição dos JO. Inclusivamente, está em negociações entre o governo e o COP a atribuição de dividendos a todos os portugueses que contribuíram com os seus impostos para a preparação dos atletas medalhados.

De uma vez por todas, todos os cidadãos nacionais, deveriam alterar a sua perceção, a sua  prática, o seu apoio e a sua compreensão em relação à atividade física em geral. Se TODA a população portuguesa fosse mais educada desportivamente, teríamos, por certo, pessoas mais felizes, menos obesas, menos deprimidas e mais competitivas no seu dia-a-dia e, talvez, surgiriam mais alguns campeões.

Porém, a esmagadora maioria, limita-se a assistir para a eliminação de um atleta português e afirmar taxativamente "que não se esforçou" e que "limpou 1300€/mês de subsídios do estado para ir passear a Londres".

Os ignorantes e frustrados que proferem este e outro tipo de afirmações, nunca sonharam sequer com
aquele nível de exigência desportiva, mas têm a soltura na línguas e nos dedos mais que suficiente para deixar registadas tamanhas parvoíces! 

Saberão, minimamente, algo sobre os sentimentos do atleta português, no momento em que não alcança o objetivo definido para a mais importante competição desportiva do mundo?

Claro que não!

Se a relação causa-efeito é assim tão fácil de aplicar ao desporto de alto rendimento, ou seja, "está a participar em nome de Portugal, então tem que ganhar uma medalha",
afinal:

- temos bombeiros e meios de combate ao fogo, e por que existem fogos?
- temos segurança no trabalho, e por que motivo continuamos a ter mortes em contexto de trabalho?
- os carros têm travões, e por que motivo existem acidentes?
- temos o melhor jogador da Europa, e porque não foram campeões europeus de pontapés na bola?
- temos políticos profissionais, e por que motivo estamos quase falidos?

Será que basta ter 1300€/mês (poucos atletas olímpicos recebiam esta verba!) e têm que ganhar medalhas? Caso contrário, estão a passear à conta dos nossos impostos?

Seguindo esta linha de pensamento, só entrariam em competição os atletas e equipas que garantissem, por contrato, asseguram medalhas para os seus países. E se não ganhassem teriam que devolver todo o dinheiro investido?


Por contribuirmos com uns míseros euritos dos nossos impostos para a preparação dos atletas olímpicos, teremos o direito de exigir medalhas aos nossos atletas?

Seria caricato, se os atletas pagassem toda a preparação olímpica do seu bolso e apenas se conquistassem medalhas, teriam direito a receber as bolsas de apoio do estado. Será que é  assim que se faz nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha?

É mais fácil ver do que fazer. 

É mais fácil desejar os resultados, do que trabalhar para os alcançar. 


É mais fácil dizer que não se obteve resultados porque não se quis, do que passar pelo sentimento de frustração de não se conseguir cumprir com as suas próprias expetativas. 


É o fado de um povo invejoso!


Muito ignorantes, mesmo!

Por último, lanço um desafio à consciência (para os que a têm!) de cada um dos críticos de algibeira:
E tu, em que lugar do ranking mundial da tua profissão te encontras?

Bons treinos: 3 a 5 x semana, no mínimo durante 30 minutos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Não quero ser treinador

Resisti à tentação de ser um treinador à distância, como muito daqueles que não conhecem minimamente os atletas que treinam - em muitos casos nunca se encontraram pessoalmente -, mas que ainda assim cobram, e não é pouco, por um serviço que, muitas das vezes, não passa de um ficheiro de excel/word, várias vezes copiado, colado e enviado para vários clientes. Assim é fácil ser "treinador"!

Por outro lado, ser treinador presencial, seria para mim um segundo trabalho. Apesar de desapontado com o estado atual da escola pública e de uma sociedade onde ter maus hábitos de vida e criticar quem faz desporto e é aparentemente saudável é que é fixe - INVEJOSOS! -, ainda tenho gosto de ensinar quem deixa ser ensinado. Significa então que não me imagino a deixar o ensino para ser treinador, e como não vislumbro a possibilidade de, na cidade das instalações e estágios desportivos, um projeto de formação, iniciação e rendimento na modalidade de Triatlo vir a ter sucesso, ao ponto de, um técnico ser profissional a tempo inteiro, mais vale ficar como estou.

Ser treinador, à distância ou presencial, é um tentador desafio, mas simultaneamente, é um  compromisso e uma responsabilidade para com todos aqueles que confiam no trabalho sério e empenhado de um técnico. Neste jogo do dar e receber da formação e treino desportivo, sobretudo entre técnico e atletas, deverá existir um equilíbrio tal que ambas as partes se sintam devidamente recompensadas. Se ser treinador presencial a tempo inteiro é tarefa árdua, que dizer de quem desempenha tais funções de um modo parcial, ou seja, após a atividade profissional? 

Admiro e respeito muito quem abraça a carreira de treinador, mas tanto quanto tenho conhecimento, tendo em conta as compensações financeiras recebidas por muitos treinadores de diversas modalidades, quem acaba por pagar para treinar é o treinador. Os médicos, enfermeiros, advogados, só par citar algumas classes profissionais, após 18 anos de investimento em formação, fazem isto? 

Naquelas circunstâncias, compreendo a opção de ser treinador, se a mesma tiver motivações como o enorme gosto de ensinar, formar e educar atletas, e em particular, relacionadas diretamente com um projeto de âmbito desportivo e social. De outra forma, poderá ser um trabalho inglório.

No meu caso pessoal, nem quero saber se algum dia seria considerado um bom treinador, mas só o facto de saber que iria tentar ser isso mesmo, iniciar-se-ia logo aí o processo de desequilíbrio, ou seja, teria que abdicar de muitas horas semanais com a família e, claro está, a minha própria prática desportiva de competição também seria relegada para um lugar muito distante do atual. Definitivamente, neste momento e perante o contexto atual, não tenho perfil para ser treinador de nada, nem de ninguém. A menos que muita, mas mesmo muita coisa se altere, sobretudo, a mentalidade das pessoas.

Contudo, continuarei a partilhar informação, a debater ideias e a emitir opiniões, de forma descomprometida, com todos os interessados pela atividade física.

É o mínimo que posso e devo fazer.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sinais de alerta

Na condição de atleta amador e imbuídos do espírito competitivo, a ânsia de treinar e competir leva a que muitas ocorrências nos passem completamente despercebidas. Algumas não têm a menor importância e ninguém se vai preocupar mais com a atenção que não se deu.

Porém, o assunto toma outras proporções quando no nosso ritmo freneticamente egoísta, típico de atletas amadores que "não podem" perder tempo, porque esse mesmo tempo faz falta para treinar, recuperar ou atrasa o compromisso de estar a horas certas num treino ou competição, sistematicamente, e de forma mais ou menos consciente, vamos ignorando os avisos e sinais de alerta que nos deveriam fazer parar ou, no mínimo, abrandar para pensar se o nosso comportamento é o mais saudável para todos.

Este "todos", naturalmente, assume particular importância quando se trata da família e do equilíbrio e estabilidade que é fundamental manter no quotidiano, para que a mesma não se desestruture, devido a algo que se tornou - mas que não deveria ser -, uma obsessão.

Também já não me encontro nesse ponto, mas longe, muito longe disso, ainda assim, recentemente vivi um momento que me fez pensar sobre a forma como atualmente ainda encaro a prática desportiva de competição. O episódio é simples: num domingo de manhã, chegada a hora de partida para mais uma prova, o meu filho negou-se a sair de casa, afirmando com toda a convicção "Não quero ir! Não gosto de provas!".

Dei-lhe razão, despedi-me da família e fui sozinho para a prova, mas fui a pensar no assunto e, com toda a certeza, este foi um episódio que me marcou e irá alterar indelevelmente a forma como, futuramente, irei encarar a prática desportiva regular, em particular, a participação em competições.

Já vos aconteceu algo semelhante?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Triatlo Alpiarça 2012 - Balanço

O balanço do meu primeiro Triatlo em representação do Ateneu Artístico Cartaxense, para variar um pouco, será por tópicos:
- a água estava gelada...mas era igual para todos;
- muitos participantes. Mas gostava que fossemos ainda mais;
- é extremamente agradável ver tanto público a assistir à prova;
- iniciámos o Miguel Menezes no Triatlo. Apesar das dificuldades vencidas, o homem não vai querer parar de competir em triatlos. Parabéns Miguel!
- o AAC estive presente com 8 atletas, mas é importante e desejável que mais possam estar em prova. Rápidas melhoras para o estado de saúde dos restantes colegas de equipa;
- os percursos da prova são já uma rotina adquirida no ano anterior, mas este ano, com mais vento e temperatura mais baixa sentiu-se alguma dificuldade acrescida;
- as provas sprint não deixam margens para erros, nem descanso. Por isso é são tão intensas;
- ainda não tenho dúvidas: quando estou em prova, não consigo fazê-lo em ritmo de passeio. Desde o tiro de partida até à linha de meta, dou o meu máximo, que seja para ficar em 72º ou 332º;
- é uma vergonha! Que eu nado mal, já não é segredo. Mas ontem foi ainda pior. E a culpa...é minha! Quem não treina regularmente, não pode esperar resultados;
- o resto já se sabe: pedalar e correr para minorar o prejuízo;
- veremos se tenho motivação para alterar este panorama.


Resumo da prova:
1. Natação (750 m): 14:27, 209º parcial;
2. Ciclismo (20.6 kms), 34:18, 41º parcial;
3. Corrida (5 kms): 18:19, 48º parcial;
4. Tempo final: 1:07:06 ;
5. Classificação final absoluta: 72º lugar absoluto (347 triatletas na linha de partida e 333 triatletas na linha de meta);
6. Classificação final no escalão sénior: 19º classificado, em 119 participantes.
7. Classificação coletiva do Ateneu Artístico Cartaxense: 17º lugar (35 equipas pontuadas).

Mais informações em:
Federação de Triatlo de Portugal

Próxima competição:

Triatlo Longo de Vila Real de Santo António (1.9 km a nadar, 90 kms a pedalar e 21 kms a correr a pé)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Triatlo Alpiarça 2012

Alpiarça será palco do primeiro Triatlo da época de 2012.

Será também o meu primeiro Triatlo em representação do Ateneu Artístico Cartaxense.

A ver se corre bem, de modo a ser uma bem sucedida jornada de promoção e divulgação da modalidade.

Boa sorte para todos!

Mais informações em: