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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CAMARO procura importador



A marca austríaca de fatos de neoprene procura importador/representante para Portugal.

Contactos:

1. E-mail: sales@camaro.at 

2. Website: www.camaro.at

domingo, 10 de julho de 2011

IRONMAN Switzerland 2011 - Balanço final




Agradecimentos


Os justos e mais que merecidos agradecimentos para a minha família (mulher e filho, pais, irmão, avó) pela colaboração, apoio, tolerância e compreensão - ao longo de tantos anos -, em relação ao treino e à competição, os quais, para mim, são uma necessidade básica. Obrigado! Vocês sabem que vos AMO a todos!

Ao meu treinador de natação, por tentar moldar um calhau, como se de um pedaço de barro se tratasse, muito obrigado pelo tempo, pela paciência e pelo incentivo. Bruno, nós não vamos desistir! Mesmo as pedras mais duras podem ser trabalhadas e apresentar um aspecto aceitável.

Às pessoas, representantes das empresas que me apoiaram e patrocinaram, devo agradecer, além da parte material, a confiança depositada num triatleta amador, que tudo fez para divulgar e promover a imagem das empresas, produtos e serviços. Sem aqueles, a participação na prova teria sido concretizada em condições bem mais difíceis. Tentei com todas as forças, mas lamento não ter conseguido alcançar o objectivo delineado, i.e., tempo final abaixo das 9 horas e 30 minutos.
Introdução

Em 1992, fiquei fascinado e colado a um televisor, em casa de um amigo, a ver o IRONMAN Hawaii. Estava decidido que queria fazer “aquilo”. Em 2004, em Idanha-a-Nova, concretizei o objectivo de percorrer a distância da prova, e de mal preparado que estava, pensei em melhorar o desempenho numa próxima oportunidade. No ano de 2009, aceitei o desafio lançado pelo Hélder Milheiras, para participar no Challenge Roth de 2010. Mais bem preparado, mas não o suficiente, conclui a prova com apenas uma paragem na corrida a pé. Insatisfeito, com o resultado final, em 2011, estava determinado a melhorar substancialmente a performance e, inclusivamente, a tentar obter uma vaga para o IRONMAN Word Championship, em Kona, Hawaii, edição de 2011. Novamente “tentado” pelo Hélder Milheiras, a quem a agradeço a preparação de toda a parte logística (inscrição, alojamento e viagens), fui inscrito em Julho de 2010 e iniciei a preparação da prova em Agosto do mesmo ano.

Resumo

Para os leitores do blogue que apenas procuram o essencial sobre o desempenho desportivo, de forma resumida, apresento os dados cronométricos e uma apreciação da prova:
- Natação (3800 metros): 01:15:35, à velocidade média de 1:59/100m, obtendo o 168º tempo parcial do escalão e 776º absoluto;
- Transição natação-ciclismo: 1:50;
- Ciclismo (181,4 quilómetros): 05:17:53, à velocidade média de 34.1 km/h, obtendo o 35º tempo parcial do escalão e 129º absoluto;
- Transição ciclismo-corrida: 1:57;
- Corrida (42,2 quilómetros): 03:36:41, à velocidade média de 5:08/km, obtendo o 56º tempo parcial no escalão e 228º absoluto;
- Tempo final: 10:13:58;
- 161º lugar absoluto, em quase 2000 triatletas na linha de partida, concluindo a prova 1744 triatletas;
- 41º lugar no escalão 35-39 anos, em 296 triatletas na linha de meta.


Efectivamente, o IRONMAN Switzerland é uma competição fiel à tradição Suiça, ou seja, em bom rigor, as distâncias dos percursos são, no mínimo, os míticos 3,8 km a nadar, 180 km a pedalar e 42,2 km a correr a pé, num só dia e sem paragem de cronómetro. É uma prova com um enquadramento paisagístico muito belo, mas com percursos exigentes, em particular, o de ciclismo. Portanto, não é uma prova aconselhável para quem pretende obter um bom tempo final, mas é altamente recomendável para quem gosta de triturismo.

Falhei de forma clara e inequívoca, o objectivo de obter um tempo final abaixo das 9horas e 30 minutos, bem como, a obtenção da vaga (slot) para Kona 2011. Por este motivo, e só por este motivo apenas, tenho que lamentar e a pedir desculpas aos patrocinadores por não ter alcançado estes dois objectivos.

Fica o aviso, com determinação: desde que garantidas as condições (físicas, mentais e materiais), não vou desistir enquanto não cruzar a linha de meta da prova – génese da modalidade do Triatlo - , situada numa ilha do Oceano Pacífico.

Preparação

Em Agosto de 2010, após inscrever-me e pagar a participação na prova, iniciei contactos para obter apoios e patrocínios, com o objectivo de minimizar os “estragos” no orçamento familiar. Felizmente, para isso trabalhei e fui bem sucedido.

Sendo o desempenho no segmento de natação, a minha grave lacuna, evolui imenso e foi uma escolha acertada a opção Benedita Sport Club Natação (BSCN) e o técnico Bruno Dias. Nas Piscinas Municipais em Benedita, encontrei as condições óptimas que me permitem treinar com orientação técnica especializada e, simultâneamente, na pista ao lado, ver o meu filho a evoluir na Escolinha de Natação do BSCN, com o técnico João Diogo Freitas.

Elaborei o planeamento geral e anual de treinos para a época desportiva de 2011, em função desta prova, ou seja, seria - e foi -, o principal e único pico de forma da época.

A fase de preparação mais específica e exigente, durou cerca de 12 semanas, no decorrer dos meses de Maio, Junho e Julho. Nunca tinha treinado tantas horas por semana, durante tanto tempo. Foi uma experiência interessante, mas com alguns aspectos a rever e melhorar. De facto, consegui cumprir o plano de treinos, e apresentei-me com a minha melhor preparação de sempre para uma para uma prova com as características de um triatlo na distância ironman. O que falhou então? Simples: os adversários também treinaram muito e bem, e forma melhores do que eu. Parabéns para eles!

Civilização helvética

Apenas conheci a cidade de Zurique, mas deduzo que, em todo a Suiça, como civilização, seja sensivelmente idêntica. A limpeza dos espaços públicos, o bom aspecto dos edifícios, o reduzido trânsito automóvel, a utilização frequente de transportes públicos e bicicletas, a beleza do Lago de Zurique, o verde dos campos. Enfim, um país com qualidade de vida, rigoroso e bem organizado. Tão rigoroso que eu e o meu amigo Tiago levámos uma bengalada e uma “malada” de um casal de idosos, que nos barraram o caminho, quando, distraidamente, pedalávamos no passeio.

Comunidade Portuguesa

Foi preciso ir para tão longe, para estar com pessoas da minha aldeia de origem. Mas valeu a pena! O Bruno Mendes foi incansável no apoio que nos deu, desde que chegámos, até partirmos. Inclusivamente, proporcionou-nos uma recepção no Consulado de Portugal. Também o hotel California House é propriedade de um português, o que muito nos facilitou a vida, enquanto estivemos na cidade. É bom ir para um outro país e no meio do trânsito ser cumprimentado por portuguesas, ou no restaurante ser servido por uma “vizinha” de Leiria. Fomos muito bem acolhidos. Somos um povo do mundo!

A organização

Tanto quanto me apercebi, não detectei falhas na organização. Não mimam os participantes como em Roth e poderiam fechar por completo o trânsito automóvel no percurso de ciclismo, mas tendo em conta que a prova é realizada numa cidade como Zurique, só poderá ser um evento extremamente trabalhoso.

Os percursos

a) Natação


No primeiro segmento, os profissionais partiram 5 minutos antes, na areia praia privada do lago. Às 7:00 da manhã (6:00 em Portugal), partiram os cerca de 2000 triatletas, numa confusão de corpos desorientados, em direcção à primeira bóia, que mal se via de tão distante que estava e por se navegar contra o Sol. A primeira volta, mais longa, terminava com saída da água, passagem a pé por uma pequena ilhota e nova entrada na água para a segunda volta, mais curta, mas mais confusa no final, devido às dezenas de triatletas que se aproximavam da saída.

b) Parque de transição

A verificação técnica foi feita com base numa...fotografia, do atleta e da bicicleta e na saída, após a prova, verificavam no computador, para ver se correspondia, e prevenir possíveis gamanços.
Parque simples e eficaz, com um grande corredor central para saídas e entradas e vários corredores, com intervalos de números indicados no seu inicio. Os profissionais e as mulheres amadoras, tinham secções à parte e nem os WC dentro do parque faltavam. As capas em plástico para cobrir as bicicletas durante a noite, também deram muito jeito.

c) Ciclismo

O piso poderia ser bem melhor e o trânsito totalmente cortado, sobretudo na parte inicial, e a altimetria indicada foi inferior à real. A prova parece fácil no início e no gráfico, mas após 28 quilómetros em terreno plano, o percurso torna-se muito trabalhoso, com constante sobe-desce, curva e contracurva e vento frontal, até regressarmos de novo a Zurique. Seguramente, esta prova tem, em termos de subidas principais com muita inclinação, pelo menos 10 quilómetros por volta. Acaba por ser um percurso bonito, mas rompe-pernas, tendo em conta o tipo de prova que se está a disputar.

d) Corrida

Integralmente percorrido dentro da cidade, variando muito o tipo de piso – maioritariamente alcatrão, mas também muita terra batida e um pouco de empedrado -, a prova passa por ruas, avenidas, parques túneis, pontes, zonas desportivas, o que obriga os atletas a curvar e realizar retornos com muita frequência, forçando a constantes desacelerações e acelerações, se bem que em terreno quase sempre plano. O facto de os atletas se cruzarem imensas vezes ao longo do percurso, nas zonas de abastecimento e noutras secções mais estreitas, é preciso realizar alguma corrida em ziguezague para evitar colisões.

Os árbitros

Com a sua camisola “à Portimonense”, cujas letras vermelhas não deixavam margens para dúvidas sobre quem eram e o que estavam ali a fazer, eram às dezenas ao longo dos 3 segmentos. Particularmente no ciclismo, agradou-me ver que ali não existem contemplações em relação aos batoteiros, ao distraídos e aos abusadores da famosa estratégia de puxar à vez nos packs. A mota aproximava-se lentamente dos triatletas, e à distância suficiente para que não fosse audível, o árbitro observava o comportamento dos participantes. Só após verificar que estava tudo dentro dos regulamentos, ou caso contrário, anotava e passava pelos grupos, e, se necessário, aplicava as respectivas sanções. Fiquei feliz por constatar que ali se faz justiça, tal era o número considerável de triatletas nas penalty box e com os dorsais com traço vermelho.

O público

Ao contrário de Roth, com muito público a incentivar os triatletas ao longo dos 3 segmentos, o público de Zurique concentrava-se em zonas específicas, tais como o Heartbreak Hill, nas zonas junto ao lago, em ambas as margens, e em particular no parque, particularmente, junto ao parque de transição e zona de retorno para nova volta e meta. Não tão entusiasta como o público em Roth, não regatearam incentivos aos triatletas em prova.

A paisagem/enquadramento

Do pouco que já fiz, mas do muito que já li e ouvi dizer sobre o enquadramento deste tipo de provas, o IRONMAN Switzerland é seguramente uma das provas com melhor enquadramento e mais belas paisagens. Os preços não são probitivos, mas com algumas estratégias económicas, reduzem bastante os gastos, numa cidade com elevado nível e qualidade de vida.

Triatletas Portugueses

Realçar o facto de todos os triatletas portugueses presentes na prova, terem concluído a mesma. Só por isso, os meus parabéns!

Por ordem classificativa:
- Sérgio Marques, termina em 6º absoluto, em 8:48:02, vindo de um 5º lugar em Nice e a caminho de Frankfurt, no dia 24 de Julho. Vai estar no Hawaii por direito e mérito próprio, e merece toda a sorte do mundo.
- Sérgio Costa, na sua 3ª experiência na distância, faz 78º absoluto e 22º do escalão 35-39 anos. Para quem só jogava ténis e nadava com a cabeça de fora de água no mar, com esta evolução, já lhe falta pouco tempo para garantir a vaga para Kona;
- Tiago Freitas, este amigo, colega de quarto e de equipa, na sua estreia, conclui a prova no lugar 321º absoluto e 57º no escalão 30-34 anos, em 10:42:54. Além de cumprir a promessa feita à sua Mãe, em vida, prova que, com pouco, também se consegue muito, desde que a determinação mande mais que as dores. Se o Tiago puder treinar um pouco mais, bons resultados se podem esperar dele, tal a evolução que o espera;
- Pedro Carvalho, em estreia, conclui a prova em 599º lugar absoluto e 98º do escalão 30-34 anos, em 11:27:35, e não fosse o furo que o fez perder 50 minutos, teria sido uma prova muito boa. Sei que ele já está a pensar na próxima, para se vingar;
- José Nunes, em estreia, conclui a prova no 801º lugar absoluto e 177º do escalão 35-39 anos, em 11:57:56. Prestação muito boa para um estreante nesta distância, a prometer um boa evolução, na próxima participação. Quando será?
- António Cumbre, também em estreia, conclui a prova em 1169º lugar absoluto e 175º do escalão 30-34 anos, em 12:59:59. Quase no limite das 13 horas, com a preparação suficiente, mais um triatleta a prova a teoria de que é possível concluir estes desafios, quando se quer muito;
- Nuno Bernardo, o último dos triatletas portugueses a cruzar a linha de meta, mas para mim, merece o maior destaque. Nunca conheci pessoalmente um triatleta tão mal preparado para enfrentar as exigências de um IRONMAN. Mas após 15:28:40, em 1565º lugar absoluto e 292º do escalão 35-39 anos, o Nuno, após um esforço tremendo e onde se inclui um furo que o fez perder 40 minutos, termina a prova, com a emoção de alguém que salva a vida. Os restantes 7 triatletas cumpriram um objectivo, mas o Nuno, apesar de todas as contrariedades, manteve-se com expectativas positivas e confiante, cumprindo o seu sonho. Parabéns para ti grande maluco, pá!

A delegação portuguesa não se esgota nos participantes. A Rita Correia, o Sérgio Dias e o Pedro Gomes (Krepe) voluntariam-se para colaborar com a organzação e passaram por lá mais horas a ajudar, do que nós a competir. Convenha dizer-se que é um momento único, ter o Krepe a perguntar "Queres uma massa e uns bolinhos?", o Sérgio Dias a servir 2 copos com cola e a Rita a colcocar a toalha sobre os ombros. Por lá estiveram também o Helder Milheiras a incentivar e a dar as suas preciosas dicas e o Vitor Carapelho a dar um aplauso aos tritugas e a fazer uns rgistos fotográficos. Obrigado a todos, pois parecia que estava muito mais próximo de casa.

O meu desempenho desportivo

Sem querer entrar em justificações e desculpas, para o facto de não ter realizado a prova em 9:30, segue-se o que senti ao longo de 10:13:58, no dia 10 de Julho de 2011.

A natação (3800 metros)

Nunca na vida tinha estado numa largada com 2000 triatletas, orientado para o Sol, e isso condicionou a progressão e a navegação, sobretudo a todos os que têm mais dificuldade neste segmento, como é o meu caso. O ritmo de braçada foi constante ao longo de toda a prova, mas notava que a intensidade do esforço era baixa. Após uma primeira volta muito atribulada, na segunda e mais curta das duas voltas, consegui orientar-me melhor e seguir “nos pés” de alguns adversários para poupar energia. Poupei-me tanto que fiz um tempo final vergonhoso, para este segmento.

A primeira transição

Rápido e certeiro, cheguei junto da bicicleta e despi o CAMARO Propulsor num ápice, colocando de seguida todo o material necessário e previamente organizado, onde se inclui os sapatos NORTHWAVE Tribute. Demorei menos de 2 minutos a entrar, trocar de material e sair do parque de transição.

O ciclismo (181,4 quilómetros)

O percurso, no papel, é uma coisa e na realidade, seria bem mais exigente. Já com este receio em mente, na primeira volta, fiz uma espécie de reconhecimento do percurso e acabei por passar poucos adversários, chegando ao início da segunda volta alarmado com a projecção que fiz para o tempo final neste segmento. Nunca descurando a ingestão de líquidos, gel e barras SIS - Science In Sport, a cada 15 minutos, realizei os restantes 90 quilómetros sempre a ultrapassar adversários, mas preocupado em não esgotar as reservas de energia e com cuidado nas partes mais perigosas, não obstante atingir os...82.92 kmh numa das descidas mais inclinadas.

A segunda transição

Novamente, uma transição rápida e sem percalços, durante a qual houve tempo para: descalçar os sapatos NORTHWAVE Tribute, retirar o capacete, colocar creme nos pés, calçar as meias de compressão JUZO e um par de meias normal, calçar os sapatos de corrida, e já em direcção à saída do parque, colocar o boné vermelho de Portugal, bem como o cinto com gel SIS – Science In Sport, tudo em menos de 2 minutos.

A corrida a pé (42,2 quilómetros = Maratona)

Tinha como objectivo para este segmento, concluir os 42,2 kms em 3:15 a 3:20, e por isso saí cauteloso, de modo a tentar perceber o real estado do organismo, particularmente, em termos musculares, ao longo da primeira volta. As sensações iniciais foram boas e olhando para o ritmo de 4:50/km indicado pelo TIMEX Global Trainer, durante 2 voltas, isto é, 21 kms, parecia-me ser possível alcançar o tempo final desejado. No entanto, a partir do quilómetro 25, tornou-se evidente que o treino realizado para esta prova ainda não era suficiente para manter o ritmo inicial, começando então a aplicar o “plano B”, ou seja, minimizar os efeitos da quebra de ritmo, evitando o famoso Thor, mais conhecido por “homem da marreta”. E a melhor forma de evitar que esta tenebrosa personagem me acertasse em cheio, algo que já me aconteceu por dezenas de vezes, foi pensar em que não poderia deitar fora todo o trabalho realizado, sobretudo quando faltava tão pouco para o final. Não seria um final glorioso, mas seria, por certo, um final de cabeça erguida e sensação de dever cumprido. Sempre disse que, se a preparação e o ritmo de prova forem adequados, um ironman só começa a custar muito a partir da segunda metade da maratona. Mesmo em quebra nítida, não parei, não andei e não desisti. Para mim isto foi uma vitória enorme. Minto! Parei 2 vezes nos WC para satisfazer necessidades fisiológicas inadiáveis e insuportáveis.

Conclusão

Não tenho qualquer dúvida sobre os seguinte: 1) das 3 provas em que participei e conclui, na distância ironman, esta foi a mais bem preparada e, longe de ser perfeita, foi a performance mais bem conseguida; 2) tal como a exactidão dos relógios suiços, por ser a prova que realmente tem a distância IRONMAN, o tempo final de 10:13:58, é por mim considerado recorde pessoal.


Vídeos:



Obrigado a todos por acompanharem a prova dos triatletas portugueses.

Obrigado a todos pelo apoio!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

IRONMAN Switzerland 2011: Pronto!

Pela 3ª vez, estou mentalizado e motivado para "pegar de caras" a mítica distância ironman (3.8 kms a nadar, 180 kms a pedalar e 42,2 kms a correr a pé, num só dia e sem paragem de cronómetro) e tentar concluir o desafio, independentemente da classificação e tempo final.Porém, desta vez, a participação no IRONMAN de Zurique, foi planeada e preparada com muito maior rigor, em comparação com as experiências anteirores, desde Setembro de 2010. Se tudo correr como planeado, no mínimo, irei concluir a prova, e só no final do dia 10 de Julho de 2011, irei retirar algumas ilações sobre todo este longo processo de treino.

Fica o Registo Global de Treinos - Época de 2011


Para todas as pessoas que acompanharam, incentivaram e, de alguma forma, me apoiaram, em especial, o meu treinador de natação, a minha família e os clubes e patrocinadores:


MUITO OBRIGADO!



domingo, 1 de maio de 2011

Triatlo Longo Lisboa | 30/04/2011 | Balanço

Parabéns a todos os intervenientes no Lisboa International Triathlon 2011!

Sob condições climatéricas adversas, membros da organização, público e triatletas, contribuíram para um grande evento desportivo, que só não foi mais bem sucedido porque a chuva não o permitiu.

A organização preparou uma prova com muita qualidade, onde se destaca o circuito de ciclismo encerrado ao trânsito e os 3 segmentos a serem percorridos pelos atletas em locais muito próximos, facilitando a logística e proporcionando melhor visualização da prova. Contudo, por cerca de 170€ de inscrição, seria justo e espectável, que os atletas recebessem mais brindes da organização e patrocinadores, wc's em maior número e um lanche final para atletas e organização.

Novidade foi, pela primeira vez, a esmagadora vitória absoluta de um triatleta português, nada mais nada menos, que o melhor triatleta de longa distância do momento: Pedro Gomes.

No que diz respeito à minha participação na prova, começo por agradecer a todas as pessoas que me cumprimentaram, incentivaram e apoiaram ao longos das várias horas e momentos da prova.

Quanto ao desempenho desportivo, tendo em conta o investimento em horas de treino efectuado esta época, até ao momento, as minhas expectativas em obter um bom resultado final, mas sobretudo bons resultados parciais, eram elevadas. Fiz o possível abrandamento do treino, tendo como objectivo uma boa recuperação física e a consequente subida de forma para me apresentar forte e motivado no dia da prova. Por razões que não interessa explicar e tornar públicas - porque vai parecer que estou a desculpar-me -, nem tudo correu tão bem como planeado.

No segmento de natação, se dependesse exclusivamente do fato CAMARO Pro Pulsor , teria feito um notável tempo parcial, tendo em conta a excelente qualidade geral do fato de neoprene da marca austríaca. Mas infelizmente, o fato não se desloca sozinho, e a única coisa que tenho que fazer nas próximas provas é: perder o medo de sofrer a nadar intensamente. Baseando-me na qualidade dos treinos realizados em piscina - bastante superior em relação ao ano anterior -, estou a valer bem melhor do que os resultados alcançados até ao momento.

No segmento de ciclismo, obrigatoriamente, tive que pedalar atrás do irritante, desesperante e habitual prejuízo, para recuperar umas largas dezenas de posições, e nem a chuva, nem uma paragem inevitável para uma longa micção de 1'30", me impediu de fazer os quase 90 quilómetros em cima da bicicleta à velocidade média de 36,6 km/h.



Após uma segunda transição bem mais rápida que a primeira, parti para o terceiro e último segmento da prova, decidido a correr "à caça" de mais uns quantos adversários. E assim foi até à 3ª volta, durante a qual os sinais de alerta internos, me começaram a avisar que algo não estava a ir bem, obrigando-me a reduzir drasticamente o ritmo durante a última volta, e a perder alguns lugares que já tinha conquistado, terminado com algumas dificuldades e com a clara sensação de falha energética.

Definitivamente, e mesmo tendo em conta as condições climatéricas adversas, esta prova não me proporcionou boas sensações, nem bons resultados, contrariando a minha condição física do momento e as expectativas criadas para a participação nesta competição. Mas não sou gajo que se limite a dizer apenas: "Está feito!". Sobretudo quando me esforço nos treinos para fazer bem melhor do que aquilo que...ficou feito. Portanto, tenho contas a ajustar comigo próprio, no próximo Triatlo Longo, em Aveiro e terá que ser muito diferente, para melhor, ou então...


Resultados finais:
1. Natação (1900metros): 34'02", 1'47"/100m;
2. Ciclismo (90 quilómetros): 2h26'49", 36,6 km/h;
3. Atletismo (20,3 quilómetros): 1h26'18", 4'15"/km;
4. Tempo final: 4h31'36";
5. Classificação final absoluta: 37º lugar (558 triatletas à partida e 530 triatletas na linha de meta);
6. Classificação final no escalão 35-39 anos: 9º lugar (130 triatletas);
7. Classificação final absoluta, entre portugueses: 16º lugar (135 triatletas);
8. Classificação final absoluta, entre portugueses, escalão 35-39 anos: 5º lugar (38 triatletas).

terça-feira, 26 de abril de 2011

CAMARO Pro Pulsor

Após a experiência na piscina:

a) extremamente fácil de vestir, e não ficam marcas ao puxar e ajustar;
b) muito leve.
c) sem costuras, é um fato super confortável. Nunca vesti nenhum tão confortável.
d) do mais elástico e flexível que experimentei até hoje.
e) enorme flutuabilidade, sobretudo devido a paneis estratégicamente inseridos nas extremidades (pernas e braços) e no peito.
f) a despir é "casca de banana madura".

Amanhã será a estreia no Triatlo Longo de Lisboa.


terça-feira, 19 de abril de 2011

CAMARO - Fatos para triatlo: novo patrocinador

Chegaram às minhas mãos há poucos minutos, proveniente da Áustria, dois fantásticos artigos desportivos para Triatlo, da marca CAMARO ( www.camaro.at ):

- 1 Seamless Compression Speed One, ou seja, um fato de competição completo, e;

- 1 Pro Pulsor, ou seja, o fato topo de gama, em neoprene.

Inevitável e irresistível: experimentei a seco - amanhã já vão fazer o teste na piscina -, os dois fatos. O mono é um verdadeiro fato de compressão - ao estilo ITU -, totalmente ajustável ao corpo e confortável, com um painel protector do melhor que vesti até hoje.

Mas a surpresa maior obtive-a quando vesti o fato em neoprene: nunca tinha vestido tão rápido um fato com estas características. E se foi fácil e rápido ao vestir, também foi mais rápido "livrar-me" do fato em poucos segundos.

Ficam as imagens dos artigos, e brevemente colocarei uma opinião sobre as sensações dentro de água.


Poderão estar para muito breve ao dispor dos interessados, em Portugal, estes e outros modelos da CAMARO. Enquanto não se confirmar esta informação, poderá visualizar todos artigos da marca e obter mais informações em:

- website: www.camaro.at;

- Email: sales@camaro.at